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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Tiele... Por Jonathan Justino. - Arquivo confidencial (Homenagem pela formatura em Direito 2012)



Tiele Karina Rosa Alves abriu seus olhinhos cor de mel na São Francisco de Assis de 1984, em uma manhã iluminada do mês de abril, onde foi apresentada ao melancólico outono Assisense. Desde então, jamais abandonou a cidade e acredita ser o melhor lugar do mundo para se viver.
Tiele, do Tupi-Guarani – Tielê-Tielê - significa: guerreira de cabelo negro e coração adocicado. E a pequena guerreira aprendeu ainda criança que a vida não é perfeita, mas que quando uma porta se fecha, outras tantas janelas se abrem. E assim, sob os cuidados de seus avôs, descobriu o melhor de sua infância.
Sempre sonhadora, imaginava viagens sem destino pelo mundo a fora.
Tiele Karina era diferente, enquanto todas as crianças tinham cachorros, gatos e amigos imaginários, ela tinha Kikita – uma galinha magricela e faceira que a seguia por toda a parte. Tiele adorava sua amiga galinha. O problema foi que “Dardanhã”, o cachorro da família, também começou a “gostar” de Kikita e passou a olhá-la com outros olhos. E foi assim que Kikita virou almoço de cachorro. As perdas nunca são fáceis. Tiele Chorou por dias, até aceitar e perceber que o que existiu era muito mais forte do que o que havia acabado.
 O tempo foi passando e logo Tiele começou sua longa jornada de estudante. Aluna exemplar e dedicada, sempre mostrou boas notas e um gosto pela escola.
Curiosa - conheceu novos amigos, descobriu Porto Alegre. Conheceu Pinhal e os primeiros namoricos, se apaixonou, desapaixonou e talvez ainda repita esse ciclo mais algumas vezes. Aos poucos descobriu muitas coisas fora dos muros de sua casa.
Foi ainda no colégio que encontrou o gosto pelo Ballet e começou a ter aulas de dança. Algumas “saracoteadas” depois e já estava se apresentando com seu grupo no palco do ginásio de São Francisco.
O canto a cidade foi a música que marcou sua estréia. Ainda sem saber, tempos mais tarde, a menina se tornaria mulher para ser eleita a Mais Bela Estudante de sua cidade e mostrar que também era um rostinho bonito.
Mas, nem tudo eram flores. Esperta, tinha o dom de convencimento e o exercia muito bem. Transgressora, sempre arrumava uma maneira de burlar as regras usando todo seu jeitinho meigo.
Jamais esquecerá os finais de ano de sua infância, com toda a família reunida. Os planos bem arquitetados para o furto das cervejas que tomava escondida em baixo da cama com seus primos. Aliais, Tiele Karina nunca aceitou uma vida totalmente sóbria. Achava e acha importante uma “certa dose’ de desprendimento para que a vida não fique séria de mais.
Sempre calma, demorava a se irritar, mas quando perdia a paciência (...) O melhor mesmo era sair de perto. Tiele Maria também foi e é um pouco de Martha Medeiros: Quando se entrega, se atira. Mas quando recua, não volta mais. Algumas vezes ela se atirou feio e caiu. Mas como seria possível caminhar sem antes cair no chão?
Hoje, ela caminha devagar por que já teve pressa e leva esse sorriso (...)
Sabe que sua história não estará pelo avesso assim, sem final feliz. E que terá muitas coisas bonitas pra contar. E até lá, vai viver. Tem muito ainda por fazer.
“ O mundo começa agora...”.
- Está apenas começando!

Nossa Bacharel. Nossa flor da justiça!

Parabéns e muito sucesso!

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