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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Adeus ano velhote...Chega mais aí novato...

É como eu sempre digo:

"Não se ter com quem dividir o que se vive é assistir a solidão cuspir e rir da nossa cara, bem na nossa cara. Sem poder reagir"

Então...
Chega mais ano novo, que antes de 2012 eu pretendo fazer muita "vaca" pra dividir com os amigos o trago, o coração, alma, espírito ou o que quer que seja que nós tenhamos ...nessa solitária vida de cidade grande, eu só quero é ser feliz...

Feliz 2011;

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Só enquanto eu me lembrar de ti...

Preciso de uma vodka forte,
que me deixe alto e depois me derrube
com a cara no chão do teu quarto.

Pra vomitar saudades na tua cama.
Derrubar teu abajur (que não funciona).
Gritar verdades, acordar lembranças.
Desarrumar teu tapete e exigir uma dança.

Soluçar feito bêbado repetindo teu nome.
E assim, sem querer, querer que me ame.
Achar que tudo é como antes
Voltar no tempo por um instante.

E mesmo que a verdade venha com o dia seguinte.
E traga junto a ressaca sóbria e sem graça da vida.
Ainda assim, eu prefiro e preciso da vodka
E do chão do teu quarto.

Enquanto eu me lembrar de ti...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Fim de ano é o fim...

Final do ano aí, vem aquela impressão de que falta alguma coisa.
- Sabe como é né? Todo mundo se ama e se abraça e tals. Aí rola aquela retrospectiva, e inevitávelmente você se dá conta de que ficaram mesmo algumas lacunas a serem preechidas, alguns copos vazios por aí.

Final do ano parece ser o momento de você levar sua vida pra oficina, ainda que a maior parte não possa ser consertada, mas pra ficar com aquela sensação de renovação sabe?

Final do ano pode ser um saco também, e não tem nada a ver com o Papai Noel não. É que vem impregnada em si a obrigação de ser tudo perfeito, e isso é uma droga...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Festa de Aniversário dos 27 anos da Rádio Ipanema FM - A ovelha negra


"Eu estava lá e vi. Vi quando Porto Alegre parou pra celebrar a Liberdade, a resistência ao modismo e claro, celebrar a vida longa do Rock..."

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Só enquanto eu me lembrar

Preciso de um gole de uma bebida forte,
que me deixe alto e depois me derrube
com a cara no chão do teu quarto.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Quando vi, já foi...

Quando o amor morre, pra onde vai? Sai a vagar por aí feito alma penada?
Reencarna em seguida?
Pra onde vai o amor quando o último piscar de olhos se despede da vida?
Manda cartas psicografadas depois?
Assombra corações?
Pra onde vai?
Será que muda de nome?
Será que lembra quem foi?
Pra onde vai quando o soluço cessa, e o corpo acalma?
Pra onde e até onde vai?
Se a despedida é inevitável, onde procuro quando nomes forem pronunciados em vão?
O que eu faço pra aceitar o medo sobre (o) natural?
O normal, o que significa?
Pra onde tu vais quando noites não são dormidas e sonhos não são sonhados?
Por que nenhum recado no móvel da sala de estar?
Um aceno que fosse. Um abraço apertado na noite anterior. Por que essa saída surpresa? Porque não um adeus anunciado, com gritos, brigas e verdades na cara?
Por que quando vi, já foi?
E pra onde foi que não sentiu um coração cansado deflagrar sua ultima batida sem ser por causas naturais?

A partida é a morte ou a chegada de uma nova vida? De onde vem?

É mesmo o acaso que o beija e traí? E em seguida lava suas mãos?

Quando é chegada à hora de sua morte, pra onde tu vais amor?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Antes que o dia termine...

Vivo uma época que, tenho quase certeza, não pertenço. E um sonho repetitivo que me incomoda. Acho tudo muito estranho e cinza.
- Mas não sinto que tenha que desistir.

Caminho descalço sobre um estraçalhado tapete de vidro, mas acho que isso não me fará parar.
- Escuto um sussurro em meu ouvido dizendo que tenho que ir até o fim. Mas quem disse que não estou indo pra lá?"

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sonhos de um solstício de domingo.

"A porta se abre. Meus olhos, num alucinado abrir e fechar, aplaudem. Ela entra em minha vida e tudo fica tranquilo".

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Groove (Identidade)

Há marcas de salto em meu quarto
Garrafas jogadas entre meus discos
Minha cabeça ainda esta em êxtase
Lembro mordidas, não sei se é noite ou dia.

Baby vejo sua boca
E joelhos em lugares certos
Com um balanço único nada discreto

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Antes, durante e depois...

Sinto falta de um amor e um final de semana. Um copo cheio e a cabeça vazia. O silêncio sendo partido pelo bater de uma janela ao vento. Das tardes mornas. Do valsear das roupas no varal. Da ausência do depois, e de tudo ser decidido sem planos. Sinto falta de alguém que não conheço e do que ainda não consigo ver. Das mesmíces disfarçadas pela quebra da rotina. Faz-me falta a coragem que já tive e o defeito de ser impulsivo. Falta a certeza de olhar e crer...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

[Meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto, de tudo que eu ainda não vi].

Sim, porque hoje amanheci bem campeiro. Com saudade da fronteira e de um amor que não perdi.

Tua ausência em mim presente

A saudade que sorvo se faz mais comprida
Faz amargos os dias de um viver que se ausenta
Vejo só réstias de vida em minhas vistas
Embaçadas pelo aguaceiro que por vezes despenca.

A ferrugem do tempo que desgasta os aperos
Que envelhece lembranças, cria taperas
Negaciou a velhice que juntos sonhamos,
Uma parte de mim findou-se com ela.

Mas vagueia um cheiro a todo o momento
E sinto no rancho um perfume de flor.
Nem sem ar esqueço como era seu cheiro
E a presença se faz na lembrança que ficou.

À noite sonho que te tomo em meus braços;
Beijo teu rosto e te falo ao ouvido:
- A presença é bem mais que abraços
Ausência alguma envelhece o que sinto.

Então, o vento troca de direção e tomo as rédeas do tempo
E montado na sorte, tranqueio firme e reponto o destino.
Sinto em meu corpo teu abraço com força prendendo
E tu, sorrindo, cochicha o caminho pra o nosso viver infinito...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Bobagens e blá-blá-blá...

- Bem que podia ter só uma estação do ano, tipo Inverão. Uma meia estação que durasse o ano todo. Assim a gente não ficava “puto” com o frio e nem com o calor.
Mas daí meu amigo Zé Maia vai dizer que:
- Báh, mas daí não vai dar pra gente ver a mulherada mostrando tudo com o calor!
E eu sei que alguém também dirá: - “Zé Maia, desde quando mulher precisa de calor pra mostrar tudo? Com todo respeito à exceção. Eu já fui a festas, em pleno inverno, onde a mulherada usava mini saia e mini blusa. No inverno? Quer dizer que se fosse verão iriam como? Pois é.”

- Tudo bem. Eu não vou concordar e nem discordar. Acho que a liberdade deve ser mantida. E depois, estamos no país do carnaval não é. Mas a respeito de uma coisa, preciso dizer que:
- Ver uma mulher “nua”, por assim dizer, sem o devido contexto, desmistifica tudo. É como saber da sua festa surpresa por acidente. Você até se esforça pra parecer surpreso depois, mas sabe que não é como seria se fosse mesmo surpresa. Perde a graça.

O mistério é a beleza da conquista. Imaginar-se despindo a conquistada é um ritual que deve ser seguido por toda a relação. Falo em desnudar o corpo e a alma no íntimo do momento, não apenas físico. Se bem que parece que hoje em dia faltam pudores para o corpo e sobram para a alma. Mas enfim, a questão nem era a nudez que incomoda ou não, afinal o nu só existe em nossa consciência, mas falava eu das estações. Ah, o Inverão seria bastante confortável eu imagino (que me perdoem os carnavalescos).

Bom, mas que raio de conclusão mesmo que eu queria chegar com tudo isso? Boa pergunta. Deixa pra lá. Esqueci. - “Putz, mas ta calor néh?”

terça-feira, 12 de outubro de 2010

"- Há algo em teu sorriso que se sobressai mais que a beleza do corpo todo”.

Foi o que pensei em dizer depois de ser provocado pelo inquietante jeito que ela sorria. E, claro, antes de ser vencido pelo medo de dizer.
É estranho como não consigo ser como a maioria que se esconde noite após noite atrás de amores de momento (talvez extravasando sua frustração por realmente não amar). “Amam” varias vezes e ao mesmo tempo (por alguns momentos). Mas no fim das contas, quando a noite acaba, sabem que estão sozinhos. A vida torna a ficar vazia. E a ressaca do dia seguinte, faz de conta que ficou por conta dos goles a mais.

Mas só dessa vez quis ter a coragem da maioria. Saber as palavras certas pra dizer, mas sem soar em vão. E como eu diria que o jeito dela sorrir era algo???

Sim, sorria e fechava os olhos como se não estivesse naquele lugar. Os cabelos cobriam o rosto e descobriam em uma expressão diferente de cada vez. Era como se tudo à sua volta não tivesse importância. - Incoerência e corpo. Não havia o resto. Só ela e ela mesma. A beleza na despreocupação.

Maldita insegurança que me fazia hesitar. A verdade só atrapalha às vezes!
Enfim, continuei olhando e ensaiando formas de aproximação. Pensava em um milhão de coisas absurdas e diferentes (quando o que bastaria seria um simples oi). Mas na verdade, sou muito ruim pra essas coisas mesmo. E nem é falta de atitude não. É que convencer alguém a se interessar por mim, por assim dizer, é meio estranho, quando colocado nesses termos. Sou do tempo da conquista aos poucos. Sem pressa. – É, estou fora de moda mesmo, concordo. Mas e daí?

De qualquer forma, tomei mais um gole, fiz o último ensaio e me atirei. Tirei coragem não sei de onde e fui (se bem que até minha parte insegura já não agüentava mais).

Parece brincadeira, mas bastou eu me encorajar e ela foi saindo, junta de suas amigas.
Ah, mas eu corri. Disse a mim mesmo que agora ia falar. Foi o tempo de alcançá-la e pegar sua mão sem saber direito o que falar, e dizer:
- Oi! Gostaria de conversar contigo (eu sei, sou péssimo, fica explicada minha insegurança).
Pior foi a resposta dela. Eu esperava dela uma resposta indiferente, negativa, sei lá (espere pelo pior e torça pelo melhor). Mas então tudo ficou estranho. Com um olhar de desapontamento, voz suave, acompanhada de um sorriso consolador, ela diz:
- Agora que estou indo embora? Dizendo e olhando bem nos meus olhos. Fez-se um breve silêncio. Juro que algo em minha cabeça gritou: - Viu seu frouxo!
Travei na hora (como se fosse surpresa). Nem nomes, nem telefones, nem nada. Não fiz e nem disse nada. Só a vi indo, puxada pela amiga. Só depois de um tempo consegui voltar ao meu lugar. Sem acreditar. Vencido pelo medo do erro. A falta de fé em mim mesmo.

O medo nos mantém vivos...mas a que preço?

Não viver corájosante, é como nunca ter vivído!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

- Já que sou, o jeito é sermos.

...O pior é que eu sei que as coisas dependem de como você às vê. E a maneira com que se vai lidar com certas situações e blá,blá,blá, fazem a diferença.

Mas uma coisa é querer e outra é ser. Quero chegar a esse equilíbrio, mas sinto certa dificuldade em ser, por assim dizer.

Além de tudo, ainda travo uma luta interna todos os dias. Sou o meu maior sabotador(como se não bastasse a vida lá fora). Por vezes, o tal de meu "eu sabotador" aponta pra mim, como se fora o criador da retórica, e pergunta: - Você querendo ser? Ele diz, de um jeito que sabe como me atingir (maldito seja esse sabotador). Mas aos poucos vou aprendendo a bater no peito e altivo gritar que: - Sim, seremos. Eu e você!
E depois de crer no que digo, mudo de assunto.

Lá fora é quase isso. Me perco e me acho de tempos em tempos. Alguém me sabota, mas tem quem aplauda quando digo que quero ser. Tudo certo. Equilíbrio. Aos poucos vou me encontrando. Lembro que outros lugares devem ser vistos. Mudo a óptica. Pra permanecer com as mesmas ideias eu mudo o passo, mudo o foco. Passos firmes, olhos abertos. Receptividade para os desvios, fé no nosso Pastor e crença no Ctrl+Alt+Del. Porquê sempre que for possível reiniciar, significa que pode ser refeito e acertado dessa vez.

E assim eu sigo. Pé por pé. Bem de vagar. Quando posso, acelero. Quando devo, paro. Eu, o sabotador e um lugar na cabeça.

Não me esqueço que é possível mudar de caminho sem mudar o destino de chegada.
Assim como as mesmas coisas no mesmo caminho podem parecer diferentes dependendo de como se olha. E assim as coisas só ficam diferentes um pouco.

E até acho que no fim das contas, o meu "eu Sabotador" servirá pra eu saber que ele estava errado o tempo todo. E ele então saberá que eu posso, e concordará comigo que:

- Já que eu sou, o jeito é sermos.

Kings of Leon - come around sundown


Novo albúm (come around sundown) da à fudê Kings of Leon que vazou na rede. Recomendo.

Link 4shared:

Coisas da/do É TIPO INTERNET - "Just Do It" (Copacabana Club)

Da promissora Copacabana Club, música e video à fudêh. Som muito legal, e a banda é nossa. Sem contar que a Cacá tá(é) uma delicinha (comentário desnecessário, eu sei, mas se não fosse feito não seria eu).

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Don't walk away, in silence...

- Coisas ditas enquanto você dormia...


"Sinto cansado o espirito, alma ou o que quer que seja que eu tenha. Já me vi imóvel diversas vezes num sonho, sem nada poder fazer. Mas nunca tinha ido dormir me sentindo assim.

Aos poucos vou perdendo o controle, e tudo faz menos sentido do que fazia antes. Já estive outras vezes em caminhos estranhos e desertos. Mas o que agora me parece é que dessa vez estou perdido mesmo.

A sequência dos dias só fazem somar o tempo e me envelhecer o corpo agora. É certo que pareço andar em circulos, mas nunca reconheço o caminho. Tudo tão estranho. Calmo e pesado. Tudo visto em slow motion, ao som do silêncio.

Acho que de tão livre que eu fiquei, acabei me perdendo. Perdi o foco. E o pior que no meio de toda a liberdade, tenho impressão de estar mais ainda escravizado pelo sistema. Que estranho. Muito estranho.

Não quero ser injusto, longe de mim. Fico muito feliz por ter chegado onde e como cheguei (embora não pareça lugar nenhum). - Mas aliás, o que é a tal felicidade?

...Alguma coisa existe que eu ainda não conheço e que preciso. Urgente. Pra ontem." - Don't walk away, in silence...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Maníaco...

Sob a luz do sol quadrado em sua cela, para ela, ele escreve:


"Quero rasgar-te todos os mistérios inexplicáveis.
Quero penetrar o teu espírito (alma ou o que quer que seja que você tenha) e mostrar-te todas as inquietações de quem vive em busca constante.
Quero abusar do teu corpo e da tua mente, e deixar-te marcas de todos os indecifráveis caminhos cósmicos.
Quero estuprar tua pureza e ingenuidade diante do infinito, todas as verdades ocultas nas sofisticações inatingíveis.
Quero arrombar teus orifícios cotidianos, todas as originalidades e estranhamentos.
Quero deflorar tua flor mais recatada, e partilhar dos atrevimentos que vão além da minha miopia comportamental.
Quero implodir tua inocência disfarçada no silêncio simulador, nos teus princípios estapafúrdios e também puros, embora dilaceradores.
Quero destruir impiedosamente tua mal disfarçada insegurança com todos os escancaramentos da verdade explícita que possuo.
Quero comer as torpezas escondidas na covardia do teu calar, todos os gritos de denúncia e de contestação.
Quero, enfim, arrancar abrupta e violentamente de ti todo e qualquer resquício de inverdade; destruir máscaras de hipocrisia; arrebentar grilhões de medos, prisões de cuidados, algemas de preocupações.
Liberdade! Eis o que o que te ofereço. Com uma ansiedade desmedida.
Liberdade para ser quem és. Para mandar a sociedade convencional, mão-única e mentirosa, ao raio que a parta ou à puta que a pariu.
Liberdade, por fim, para desposar o que de mais autêntico há em ti: Liberdade.

Obs: Adaptação de um texto já existente, que no momento não lembro o autor. Sorry!

E o que você vai ser, quando você crescer???


"Tudo flúi, tudo muda, tudo nasce e morre, nada permanece, tudo se dilúi; O que tem princípio tem fim, o que nasceu morre, e o composto se descompõe. Tudo é transitório , insubstancial e, portanto, insatisfatório. Não há nada fixo em que se aferrar...Então, Todo o BEM que eu puder fazer a qualquer ser humano, que eu o faça agora, que não adie e nem esqueça, pois não passarei duas vezes pelo mesmo caminho."

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PEDRA DOS OPRIMIDOS

Juro que achei esse rascunho, em papel amassado e agredido pelas ruas, em frente a uma casa de recuperação, não lembro quando. Mas a coisa é de gente doida...hehe
Dizia o seguinte:

PEDRA DOS OPRIMIDOS

“Tudo exatamente não estando onde deveria estar. Não! Não! Não! Tudo fora de lugar. Toda crença que existia em mim, ou foi vendida, ou alugada está. Às vezes me sinto um porco burguês. Por tudo que tenho feito de errado. Por tudo de errado que tenho visto fazer, e nada faço. Imóvel e com os olhos fechados finjo não ver, mas vejo e sinto. Imobilizado pelas conveniências e pela ausência de coragem, sinto-me parte de tudo. Minha omissão me olha nos olhos, e com olhos de desapontamento me condena. Seu dedo apontado me fere atravessando a alma igual papel.
Assimetrias do futuro líquido. Aparências da moderna evolução. Pedras sobre pedras numa selva de concreto e mármore. A pedra prometida para os cansados do deserto. Gloriosa sociedade. Amante sem pudores. Prostituta fiel do capitalismo, a deitar-se em berço esplendido com seu corpo imundo e fétido. Eu te renuncio! Tuas mentiras maltrapilhas não me servem mais. Tenho vergonha do teu ventre e do teu sangue. Tenho vergonha de mim, pois me calo e sigo o rebanho. Tenho vergonha de saber quantas coisas existem que eu não preciso para ser feliz, mas que sinto a falta de não ter. Sinto vergonha pelo meu telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor, que nem se envolve e nem se opõe. Gloriosa sociedade da decepção, eu te repudio três vezes. Em nome dos pais, dos filhos e de espíritos santos, amém. ”

domingo, 8 de agosto de 2010

sábado, 31 de julho de 2010

Completando um ano em Poa, cheguei a seguinte conclusão:

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Me adaptar!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

"Não importa quem vc é, e sim quem parece ser."

Essa frase acabou com minha utopia de acreditar que a imagem não passava de uma criança criada e mimada pelo capitalismo. - "Verdade não é nada, imagem é tudo!" Pois bem, tenho de admitir essa simples e impura verdade. Os anos te mostram como a música toca e vc aprende à dançar direitinho se for um pouco racional.
Não importa quem vc é, e sim como parece ser! Mundo capitalista, supérfluo e amante das aparências...Ame ou deixe-o, ao menos neste século!
Todos os dias sou página nova de um livro velho...Em letras miúdas, escrito à moda antiga em folhas de reciclato...
- Bjo! Me lêiam!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sinais

Curta sobre comunicação, vencedor do One of the 2009 Cannes Lions winners!

Muito bom! Vale a pena ver até o final.


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mercúrio Crômo. Frente e verso em linhas descosidas. - Epílogo

À cada hora!

...continuação de segunda-feira, 5 de julho de 2010:

...Obviamente o tempo naquele minuto não lhes importava. - O instante do eterno; A deformidade temporal dos que amam.
Agora! Berram seus corações, num ritmo mórbido. Os corpos se tocam e se afastam num movimento contínuo e uniforme como se não fora mais acabar. Sons de atrito e murmúrios deles vinham e se faziam ouvir, juntos e diferentes. Seus rostos sorriam despreocupados, enquanto milhares de milésimos de segundos desejam devorá-los com a corrosiva propriedade dos minutos. - Eu os invejo e lamento por mim, pois já não me sinto assim ou qualquer coisa que o valha a um bom tempo. Enfim, a relatividade de Einstein nunca me fez tanto sentido como agora. Não importa o quanto uma coisa seja constante, ela nunca será vista da mesma forma. Meu tempo não é o mesmo deles, embora fisicamente o seja. Eu digo que não, e discuto comigo mesmo, mas não consigo mais aproveitar o momento. O meu instante vem sempre precedido pelo depois. E depois do depois o que virá?
Já não discordo daquela voz e nem concordo. Estou indiferente. - Que o tempo passe como tem de passar para cada um. O instante do momento em que percebemos que o agora é a única coisa que teremos quando nosso ponteiro parar de se mover. É o que resta àquela voz que já não escuto mais.
Por um breve intervalo, nada mais me preocupa. Apenas espero com paciência e despreocupação. Que o tempo passe.

Cão Sem Dono

Depois de assistir esse filme, revolvi deixar alguns trechos que gostei bastante. Cão Sem Dono é realizado em Porto Alegre, adaptado do primeiro romance de Daniel Galera - Até o dia em que o cão morreu.
De Beto Brant e Renato Ciasca, é um filme intimista, angustiante e momentâneo. Momentâneo porque o espectador deve estar no momento do filme, sincronizado com as sensações que o filme provoca. É necessário degustar e digerir.. Na minha desqualificada opinião, bastante provocante...

Enfim, segue os trechos não originais, mas modificados conforme minha vontade:


"O embrião cansado invade a escuridão da caverna procurando uma saída.
Escuto o eco rebatido nas paredes da carne, refletindo no olho o desespero da solidão.
A preguiça é o sono dos mortos. Minha euforia necessita de calma, e minha calma de euforia. Que se dane o resto do resto, da sobra do que resta. O restante é o que eu quero.
O amor do instante é o instante em que estamos perto da batida perfeita. Os olhos são o inicio do irreal. Meu cigarro tem um tempo de vida e minha vida necessita de um cigarro. O que fazer? O que comer? Será que minha mãe está certa? Definitivamente não! Preciso de um coração que bata descompassado, sem ritmo, sem melodia. Não quero a batida perfeita. Quero o descompasso, me dê uma pista, uma lágrima, mas me dê algo."


E...


"...Naquela suada calmaria de província, chegava alguém da capital. Era como se esse alguém voltasse como Bento Gonçalves do reino dos mortos. E o ex-morto febril abre o portão. Não é a mesma pessoa que por ele saiu na despedida de 2009. – (Ou é a mesma sim. Com as feridas do combate e os pedaços da alma que deixei numa cidade gelada e agora fazem parte de outras almas. Mas o que os sentimentos tiram, os sentimentos dão. Trago comigo a melodia daquelas almas, que agora também é minha. E dentro de mim vem Jane com seu pijama desabotoado. E vem Nina com seu vestido vermelho. E vem Lara com suas mãos molhadas e frias. E vem Elisa com seus grandes olhos negros. E vem até Clarissa a censurar meu gosto pelo interior. Entramos todos nós. Vemos nossa mãe no quintal, à colher de sua parreira as ultimas uvas de março. Ela também nos vê. Dá um grito e corre ao nosso encontro. Estamos todos desesperados para juntar nossos pedaços aos dela, porque ela é a nossa mãe. É o símbolo de tudo que amamos e que na capital nos fez tanta falta).”

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Mercúrio Crômo. Frente e verso em linhas descosidas. - O caminho do meio

Continuação de sexta-feira, 25 de junho de 2010
...agora o tempo visto à cada hora!

...Então, naturalmente, parte de mim censura essa sede pelo passar dos dias que a modernidade líquida insiste em sentir. Afinal, se o tempo é tudo que somos, quando passarmos, o que seremos? Enquanto isso, o transporte público enfim chega. São 25min de atraso, mas só parte de mim incomoda-se com isso. Também, não se pode fazer quase nada em 25min mesmo. Enfim, rostos estranhos lotavam o espaço, mas à minha direita, uma desarmonia simétrica denunciava a solidão de um “banco” livre. Sento. Minha outra parte, indiferente à minha preocupação com a aceleração temporal, me ignora e projeta 30min no tempo e espaço até a faculdade. Novamente espero. À minha frente um casal segue aos beijos. Ele a olha, enquanto ela, de olhos fechados, acaricia o lóbulo esquerdo da orelha dele, e o beija. O olhar dele desce, enquanto sua mão esquerda sobe em direção aos cabelos longos e negros dela... Continua!

Notas de um escândalo!

Pois bem, essa eu me senti obrigado a publicar. Para que se esclareçam os fatos, e para que se entenda como algumas guerras começam...

Recebi, de alfredosena09@uol.com.br (Alfredo Sena, integrante dos latinos) a seguinte menssagem:

"notícia urgente! latinos (jaque e alfredo) detonam germânicos (limão e fabi) na sinuca e os alemães voltam pra casa! duas partidas emocionantes minha gente. entrando com salto alto, os germanicos perderam a primeira. na segunda uma substituição por causa de condições de jogo. jaque dos latinos fica sem condições de jogar (por causa de morangos) e escala mari pra fazer a dupla com alfredo. a destreinada porém sagaz mari joga muito bem e leva o time a vitória. limão perde a compostura por causa de uma natu nobilis e de desconcentra. fabi pensa no "meu bem" com uma caipira.tudo ajuda os latinos, que ñ desperdiçam as chances e ganham a partida" uahsuahsuahs, foi demais galera, temos que repetir. beijos e abraços"
>>--Alfredo-Sena-->>

No instante seguinte, Jonathan Limaum publicava sua resposta:

Notas de um escândalo!

No dia 02.06, sexta, por volta das 24h, no Bilhar Dez, em Porto Alegre, elementos identificados como "latinos", usaram de toda sua artemanha e lábia, para, de um modo víl e meticuloso, acabar com a invensibilidade gêrmanica na sinuca.
Tudo aconteceu quando, sabendo do fraco por gostosas que o capitão dos gêrmanicos (alimaum) tem, contrataram, para que no recinto circulasse, uma promotora de uma bebida destilada, ambas (promotora e bebida) deliciosas, desconcentraram de forma física e psicológica, o principal integrante dos gêrmanicos, responsável pela articulação no meio-campo, e finalização nas laterias.
Não bastando, atacaram sem piedade a indefesa integrante "alimôa", responsável pela poderosíssima "tacada matadoura", herdada de um legado campeão desde 1900 e alguma coisa. Os meliantes aproveitaram-se do seu fraco por garçons de codi-nomes "meu bem", e sua adoração por caipiras de limaum, e, influênciados pelos péssimos exemplos latino-americanos (argentinos), usaram de uma fómula maldosamente manipulada em laboractório, conhecida no meio como "boa noite cinderela", adicionado 1/4 de tal substancia em sua deliciosíssima caipira de limaum. O golpe fora dado. A essa altura o título de campeões sinuqueiros estava perdido. Sim. Um complo de mentes perigósas e manipuladoras, derrotaram de forma baixa e sem escrúpulos, a dupla vencedora e campeã do bilhar Dez.
Caros Espec-tadores, tal atitude deve ser punida com a maior revanche que este século verá. Uma revanche livre dos planos mirabolantes e audazes destes chicaneiros. Livre de suas artimanhas. Sem promotoras de bebidas gostosas, sem garçons de codi-nomes "meu bem", e sem caipirinhas deliciosas de limaum.
- "Não fujam da raia. Estamos sempre na área, mas não somos da tua láia não". E é assim, enfurecida e com sede de vingança, que a nação gêrmanica se levanta em fogo e os convoca para uma revanche vingativa. Resta saber se tais melhantes aceitarão. Não percam os poró-ximos capitulos desta saga.

Alimaum - Capitão dos Gêrmanicos

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mercúrio Crômo. Frente e verso em linhas descosidas. - Prólogo

Então...começa agora o tempo visto à cada hora!

- “Quero mais é que o tempo passe e o mês acabe de uma vez. Ô mês mais cumprido!” Este é o reclame que me invade os ouvidos. É o único som que entendo de um abrir e fechar de bocas femininas que por mim acabam de passar (não as vejo de frente). Em pé parado no ponto de ônibus espero. Ouço, cheiro, vejo, toco, mas não penso. Ainda assim existo. Resisto ainda por alguns tantos ciclos atômicos em me abster, mas, inevitavelmente aquela voz sem rosto em meu pensamento reclama (obviamente abandono meu exercício meditativo):
- “Que o tempo passe”. – é só o que eu ouço agora. Gritado. Em tom imperativo. Minha testa se franje com isto. Sinto, involuntariamente, meu rosto se contrair. No impulso, levanto o pulso esquerdo até a altura dos olhos e no relógio vejo as horas. São 17h43min de um fim de tarde frio do mês de agosto em Porto Alegre.
- Tem horas jovem? - um senhor parado próximo a mim pergunta, ao ver-me consultar o tempo.
- 17h44min agora. – eu digo, em tom confiante.
- “Brigado!” – ele responde, erguendo a mão e mostrando o polegar como sinal de agradecimento. Não digo nada, mas com a cabeça faço sinal positivo. Nem isso me distrai. Automaticamente já estou a pensar de novo na voz. E com a maior indignação contida possível eu me pergunto:
- Por que as pessoas querem tanto que o tempo passe? Antes de tudo, devo confessar que por vezes mantenho longos e estranhos diálogos comigo mesmo. E não raramente, aproveito para “jogar verdades na minha cara”. Continua...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Então...

A primeira postagem, obviamente, vai para o texto que me fez fazer um blog. Para que pudesse propagar algumas coisas por ai...

Que calor hein!

...Chego às 13h15min no banco, numa sexta-feira calorenta de dezembro que derrete brutalmente meu bom humor. Nem o comentário que ouço sobre a ida de Celso Roth para o Inter me faz rir. A fila já esta maior que minha esperança de um dia ser o novo Washington Olivetto de Porto Alegre, mas, mantendo minhas fortes convicções de que uma coisa leva à outra, e de que é comunicando que a gente se entende, decido deixar de lado as condições do ambiente e, sutilmente simpático, parto para o diálogo com a moça à minha frente na fila:
- Mas que fila hein! – eu digo, e a encaro esperando resposta como quem espera o sopro do mar num quente domingo de sol. – obviamente sou forçado a apelar em minhas expressões para obter resposta.
Ela olha para mim e com a cabeça faz sinal positivo, mas nem um murmúrio se faz ouvir.
Uma gotícula de suor ignora o funcionamento do condicionador de ar ambiente e despenca do meu rosto num movimento suicida rumo ao chão. Outra vez, e dessa vez, me valendo das inúmeras aulas de produção textual, percebo que minha investida deveria ser mais pessoal, fazendo com que ela se sentisse à única da fila, desse modo, me posiciono mais à sua lateral e deflagro mais um comentário:
- Mas que calor “né” moça! Nossa! Imagino como deve ser incomodo pra quem precisa sair todo dia à rua nesse horário. – ao dizer isso eu logo penso ironicamente: - como se tivéssemos escolha e pudéssemos ir à praia em dias assim sem precisar trabalhar.
Parece que dá certo, por sorte ela ia quase que diariamente ao banco, ou também simplesmente considero o fato de que no mesmo instante, à sua frente na fila, um celular toca sem controle, tendo como campainha o hit “Rebolation”, - na verdade nunca saberei o que a fez responder, mas de fato dessa vez ela até se vira para mim e diz:
- Sim, que calor mesmo! Eu sempre faço esse horário de banco diariamente, e de fato, como o calor incomoda, nossa! – ela falou com tanta autoridade, como se fora Al Gore sobre “Uma Verdade Inconveniente”, ou ainda, parecia uma esposa reclamando do marido depois de um casamento de dez anos. Pelo jeito o calor também derretera sua paciência como ao meu bom humor – ainda penso como não rir com a ida do Roth para o Inter? O que o meu “eu” gremista estava fazendo? Mas enfim, ao menos um vapor de cordialidade nos sobrou e a fila já não parecia tão desagradável assim. Agora quem esperava minha resposta era ela, e a conversa seguiu por “minutos a fio”. Clima, aquecimento global, enfim, até algumas risadas deram as caras, foi uma das conversas mais interessantes que eu já tive sobre o tempo. Será que vai chover, vai dar sol? O que? Mais calor? Ah não!