sábado, 31 de julho de 2010

Completando um ano em Poa, cheguei a seguinte conclusão:

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Me adaptar!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

"Não importa quem vc é, e sim quem parece ser."

Essa frase acabou com minha utopia de acreditar que a imagem não passava de uma criança criada e mimada pelo capitalismo. - "Verdade não é nada, imagem é tudo!" Pois bem, tenho de admitir essa simples e impura verdade. Os anos te mostram como a música toca e vc aprende à dançar direitinho se for um pouco racional.
Não importa quem vc é, e sim como parece ser! Mundo capitalista, supérfluo e amante das aparências...Ame ou deixe-o, ao menos neste século!
Todos os dias sou página nova de um livro velho...Em letras miúdas, escrito à moda antiga em folhas de reciclato...
- Bjo! Me lêiam!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sinais

Curta sobre comunicação, vencedor do One of the 2009 Cannes Lions winners!

Muito bom! Vale a pena ver até o final.


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mercúrio Crômo. Frente e verso em linhas descosidas. - Epílogo

À cada hora!

...continuação de segunda-feira, 5 de julho de 2010:

...Obviamente o tempo naquele minuto não lhes importava. - O instante do eterno; A deformidade temporal dos que amam.
Agora! Berram seus corações, num ritmo mórbido. Os corpos se tocam e se afastam num movimento contínuo e uniforme como se não fora mais acabar. Sons de atrito e murmúrios deles vinham e se faziam ouvir, juntos e diferentes. Seus rostos sorriam despreocupados, enquanto milhares de milésimos de segundos desejam devorá-los com a corrosiva propriedade dos minutos. - Eu os invejo e lamento por mim, pois já não me sinto assim ou qualquer coisa que o valha a um bom tempo. Enfim, a relatividade de Einstein nunca me fez tanto sentido como agora. Não importa o quanto uma coisa seja constante, ela nunca será vista da mesma forma. Meu tempo não é o mesmo deles, embora fisicamente o seja. Eu digo que não, e discuto comigo mesmo, mas não consigo mais aproveitar o momento. O meu instante vem sempre precedido pelo depois. E depois do depois o que virá?
Já não discordo daquela voz e nem concordo. Estou indiferente. - Que o tempo passe como tem de passar para cada um. O instante do momento em que percebemos que o agora é a única coisa que teremos quando nosso ponteiro parar de se mover. É o que resta àquela voz que já não escuto mais.
Por um breve intervalo, nada mais me preocupa. Apenas espero com paciência e despreocupação. Que o tempo passe.

Cão Sem Dono

Depois de assistir esse filme, revolvi deixar alguns trechos que gostei bastante. Cão Sem Dono é realizado em Porto Alegre, adaptado do primeiro romance de Daniel Galera - Até o dia em que o cão morreu.
De Beto Brant e Renato Ciasca, é um filme intimista, angustiante e momentâneo. Momentâneo porque o espectador deve estar no momento do filme, sincronizado com as sensações que o filme provoca. É necessário degustar e digerir.. Na minha desqualificada opinião, bastante provocante...

Enfim, segue os trechos não originais, mas modificados conforme minha vontade:


"O embrião cansado invade a escuridão da caverna procurando uma saída.
Escuto o eco rebatido nas paredes da carne, refletindo no olho o desespero da solidão.
A preguiça é o sono dos mortos. Minha euforia necessita de calma, e minha calma de euforia. Que se dane o resto do resto, da sobra do que resta. O restante é o que eu quero.
O amor do instante é o instante em que estamos perto da batida perfeita. Os olhos são o inicio do irreal. Meu cigarro tem um tempo de vida e minha vida necessita de um cigarro. O que fazer? O que comer? Será que minha mãe está certa? Definitivamente não! Preciso de um coração que bata descompassado, sem ritmo, sem melodia. Não quero a batida perfeita. Quero o descompasso, me dê uma pista, uma lágrima, mas me dê algo."


E...


"...Naquela suada calmaria de província, chegava alguém da capital. Era como se esse alguém voltasse como Bento Gonçalves do reino dos mortos. E o ex-morto febril abre o portão. Não é a mesma pessoa que por ele saiu na despedida de 2009. – (Ou é a mesma sim. Com as feridas do combate e os pedaços da alma que deixei numa cidade gelada e agora fazem parte de outras almas. Mas o que os sentimentos tiram, os sentimentos dão. Trago comigo a melodia daquelas almas, que agora também é minha. E dentro de mim vem Jane com seu pijama desabotoado. E vem Nina com seu vestido vermelho. E vem Lara com suas mãos molhadas e frias. E vem Elisa com seus grandes olhos negros. E vem até Clarissa a censurar meu gosto pelo interior. Entramos todos nós. Vemos nossa mãe no quintal, à colher de sua parreira as ultimas uvas de março. Ela também nos vê. Dá um grito e corre ao nosso encontro. Estamos todos desesperados para juntar nossos pedaços aos dela, porque ela é a nossa mãe. É o símbolo de tudo que amamos e que na capital nos fez tanta falta).”

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Mercúrio Crômo. Frente e verso em linhas descosidas. - O caminho do meio

Continuação de sexta-feira, 25 de junho de 2010
...agora o tempo visto à cada hora!

...Então, naturalmente, parte de mim censura essa sede pelo passar dos dias que a modernidade líquida insiste em sentir. Afinal, se o tempo é tudo que somos, quando passarmos, o que seremos? Enquanto isso, o transporte público enfim chega. São 25min de atraso, mas só parte de mim incomoda-se com isso. Também, não se pode fazer quase nada em 25min mesmo. Enfim, rostos estranhos lotavam o espaço, mas à minha direita, uma desarmonia simétrica denunciava a solidão de um “banco” livre. Sento. Minha outra parte, indiferente à minha preocupação com a aceleração temporal, me ignora e projeta 30min no tempo e espaço até a faculdade. Novamente espero. À minha frente um casal segue aos beijos. Ele a olha, enquanto ela, de olhos fechados, acaricia o lóbulo esquerdo da orelha dele, e o beija. O olhar dele desce, enquanto sua mão esquerda sobe em direção aos cabelos longos e negros dela... Continua!

Notas de um escândalo!

Pois bem, essa eu me senti obrigado a publicar. Para que se esclareçam os fatos, e para que se entenda como algumas guerras começam...

Recebi, de alfredosena09@uol.com.br (Alfredo Sena, integrante dos latinos) a seguinte menssagem:

"notícia urgente! latinos (jaque e alfredo) detonam germânicos (limão e fabi) na sinuca e os alemães voltam pra casa! duas partidas emocionantes minha gente. entrando com salto alto, os germanicos perderam a primeira. na segunda uma substituição por causa de condições de jogo. jaque dos latinos fica sem condições de jogar (por causa de morangos) e escala mari pra fazer a dupla com alfredo. a destreinada porém sagaz mari joga muito bem e leva o time a vitória. limão perde a compostura por causa de uma natu nobilis e de desconcentra. fabi pensa no "meu bem" com uma caipira.tudo ajuda os latinos, que ñ desperdiçam as chances e ganham a partida" uahsuahsuahs, foi demais galera, temos que repetir. beijos e abraços"
>>--Alfredo-Sena-->>

No instante seguinte, Jonathan Limaum publicava sua resposta:

Notas de um escândalo!

No dia 02.06, sexta, por volta das 24h, no Bilhar Dez, em Porto Alegre, elementos identificados como "latinos", usaram de toda sua artemanha e lábia, para, de um modo víl e meticuloso, acabar com a invensibilidade gêrmanica na sinuca.
Tudo aconteceu quando, sabendo do fraco por gostosas que o capitão dos gêrmanicos (alimaum) tem, contrataram, para que no recinto circulasse, uma promotora de uma bebida destilada, ambas (promotora e bebida) deliciosas, desconcentraram de forma física e psicológica, o principal integrante dos gêrmanicos, responsável pela articulação no meio-campo, e finalização nas laterias.
Não bastando, atacaram sem piedade a indefesa integrante "alimôa", responsável pela poderosíssima "tacada matadoura", herdada de um legado campeão desde 1900 e alguma coisa. Os meliantes aproveitaram-se do seu fraco por garçons de codi-nomes "meu bem", e sua adoração por caipiras de limaum, e, influênciados pelos péssimos exemplos latino-americanos (argentinos), usaram de uma fómula maldosamente manipulada em laboractório, conhecida no meio como "boa noite cinderela", adicionado 1/4 de tal substancia em sua deliciosíssima caipira de limaum. O golpe fora dado. A essa altura o título de campeões sinuqueiros estava perdido. Sim. Um complo de mentes perigósas e manipuladoras, derrotaram de forma baixa e sem escrúpulos, a dupla vencedora e campeã do bilhar Dez.
Caros Espec-tadores, tal atitude deve ser punida com a maior revanche que este século verá. Uma revanche livre dos planos mirabolantes e audazes destes chicaneiros. Livre de suas artimanhas. Sem promotoras de bebidas gostosas, sem garçons de codi-nomes "meu bem", e sem caipirinhas deliciosas de limaum.
- "Não fujam da raia. Estamos sempre na área, mas não somos da tua láia não". E é assim, enfurecida e com sede de vingança, que a nação gêrmanica se levanta em fogo e os convoca para uma revanche vingativa. Resta saber se tais melhantes aceitarão. Não percam os poró-ximos capitulos desta saga.

Alimaum - Capitão dos Gêrmanicos