quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Maníaco...

Sob a luz do sol quadrado em sua cela, para ela, ele escreve:


"Quero rasgar-te todos os mistérios inexplicáveis.
Quero penetrar o teu espírito (alma ou o que quer que seja que você tenha) e mostrar-te todas as inquietações de quem vive em busca constante.
Quero abusar do teu corpo e da tua mente, e deixar-te marcas de todos os indecifráveis caminhos cósmicos.
Quero estuprar tua pureza e ingenuidade diante do infinito, todas as verdades ocultas nas sofisticações inatingíveis.
Quero arrombar teus orifícios cotidianos, todas as originalidades e estranhamentos.
Quero deflorar tua flor mais recatada, e partilhar dos atrevimentos que vão além da minha miopia comportamental.
Quero implodir tua inocência disfarçada no silêncio simulador, nos teus princípios estapafúrdios e também puros, embora dilaceradores.
Quero destruir impiedosamente tua mal disfarçada insegurança com todos os escancaramentos da verdade explícita que possuo.
Quero comer as torpezas escondidas na covardia do teu calar, todos os gritos de denúncia e de contestação.
Quero, enfim, arrancar abrupta e violentamente de ti todo e qualquer resquício de inverdade; destruir máscaras de hipocrisia; arrebentar grilhões de medos, prisões de cuidados, algemas de preocupações.
Liberdade! Eis o que o que te ofereço. Com uma ansiedade desmedida.
Liberdade para ser quem és. Para mandar a sociedade convencional, mão-única e mentirosa, ao raio que a parta ou à puta que a pariu.
Liberdade, por fim, para desposar o que de mais autêntico há em ti: Liberdade.

Obs: Adaptação de um texto já existente, que no momento não lembro o autor. Sorry!

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