segunda-feira, 18 de julho de 2011

Devaneios...

Dia desses “faltou luz” lá em casa e eu fiquei muito puto é claro.
Mas não foi apenas pela falta de conforto ou a praticidade que a energia elétrica nos oferece.
- É que sair do usual incomoda. 

O medo do desconhecido é o que nos engessa no mesmo lugar.
O medo é a falta de segurança.
Segurança tem a ver com controle e controle com o que podemos ver. 

E o escuro vem e bagunça tudo. 

A aparência nos abandona. O feio e o bonito não tem mais importância.
Não vemos cores, nem o que é raso ou profundo.
Só a sombra vazia da escuridão.

Mas no escuro, começamos a ver as coisas com outros olhos.
Tocamos com mais cuidado os lugares que antes só víamos.
Ao mesmo tempo, ouvimos com mais atenção.
Depois, sentimos melhor os aromas e imaginamos mais. 
O paladar é a forma de tornar dois em um só. 
A voz agora é o que nos livra da solidão e nos guia – atenção na intonação para moldar cada palavra.
O óbvio some e tudo deixa de ser usual.
Claro que isso implica em desligar o piloto automático, pensar mais, sentir mais. Sentir, além de ver as coisas como elas são.
Sentir as pessoas...

- Mas sair do usual incomoda!


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Para o dia de amanhã

Paralelo do sim
O tempo sem você
É para-raios sem luz
É para-quedas sem céu
É para-brisa sem ar
Parabólica sem sinal

Sem metade de mim
Sou paradoxo sem razão
Paramédico sem querer
Paranóia sem alucinação
Parafuso sem fim
Para sempre você...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Brilho eterno de uma mente sem lembranças

Antônia, depois da inesquecível noite anterior, quando conhecerá um misterioso e sedutor galalau, não entendeu sua ausência repentina e se repetia:

“Hoje eu varri o coração
Troquei os moveis de lugar
Deixei flores na janela
E você não veio.

Esvaziei o guarda-roupa
Mudei o cabelo, mudei a vida,
A cor das unhas e da alma
E você não veio.

Coloquei o vestido que você gostou
Fiz a mesma comida
Comprei as bebidas
Deixei tocando a mesma canção
E você não veio.

Você não e veio e eu não fui.
Fiquei em mim – não vou a lugar algum...

Você não veio e não vem?”



Na mesma noite, Thyrteu - assim chamou-o ela, assim o chamo eu, um dia depois apareceu em um dos seus sonhos com um discurso insano que dizia:

"Antônia,

Tive de experimentar nós dois apenas uma vez,
Como a uma dose única de um veneno doce e mortal,
E depois partir - deixar o corpo quente para trás.

Esquecer o cheiro, o gosto, o som que tua pele na minha faz.
A falta de ar que meu peito teima em sentir quando te vejo.

Esquecer o beijo que tanto me faz falta não ter.
Fiquei mordendo tua boca em pensamento.
Mas não posso voltar!
Nem podia ter ido!

Você certamente não entenderá.
Certamente não entendeu quem eu sou.
- Tudo foi apenas um sonho – só um sonho.

Agora durma Antônia! Durma!"





Como tudo começou - A história da Propaganda no Brasil



Para História Social das Mídias.

Produzido no dia da apresentação do trabalho. E houveram boatos de que eu não iria conseguir, só porque eu ainda tinha que aprender a mexer no editor de vídeo...hehehe
Bom ou não, está feito!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Você costuma sentar onde?

Certamente, em algum momento, você escolhe ver a vida através de uma silhueta sexy, com uma linda luz brilhante que ilumina o fundo.
Ou decide vê-la bem de perto, com todos seus imperfeitos detalhes não tão atraentes assim.

- Dizem que sentar na primeira fila de qualquer espetáculo pode acabar com sua capacidade de acreditar - acaba com a mágica da coisa.

Bem, talvez sim, talvez não.

Talvez não sentando na primeira fila você não veja o suor que se forma com o esforço feito, nem a lágrima que escorre pelo canto do olho.
Talvez não veja a mão trêmula, nem a respiração ofegante.
Não note o passo em falso - a quase queda, nem escute o disparar de um coração.
Ou ainda, nem sinta o calor de quem está no palco por você.

Talvez também nada disso tenha a menor importância. Vai ver você só quer sentar no fundo vendo o espetáculo acontecer...

Ver as coisas de perto nem sempre é bom.

Sentar na primeira fila exige esforço e cumplicidade.
Significa estar pronto para se decepcionar e sentir as vaias da plateia como se fossem pra você.

Mas para os que "aguentam o tranco", significa estar pronto para se emocionar com o sucesso, levantar, aplaudir e ser parte do mérito.

Olhar nos olhos de quem está na sua frente pode comprometer você para sempre...

- Mas você vai saber que sentar na primeira fila significa sim acreditar!