Há marcas de salto em meu quarto
Garrafas jogadas entre meus discos
Minha cabeça ainda esta em êxtase
Lembro mordidas, não sei se é noite ou dia.
Baby vejo sua boca
E joelhos em lugares certos
Com um balanço único nada discreto
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Antes, durante e depois...
Sinto falta de um amor e um final de semana. Um copo cheio e a cabeça vazia. O silêncio sendo partido pelo bater de uma janela ao vento. Das tardes mornas. Do valsear das roupas no varal. Da ausência do depois, e de tudo ser decidido sem planos. Sinto falta de alguém que não conheço e do que ainda não consigo ver. Das mesmíces disfarçadas pela quebra da rotina. Faz-me falta a coragem que já tive e o defeito de ser impulsivo. Falta a certeza de olhar e crer...
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
[Meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto, de tudo que eu ainda não vi].
Sim, porque hoje amanheci bem campeiro. Com saudade da fronteira e de um amor que não perdi.
Tua ausência em mim presente
A saudade que sorvo se faz mais comprida
Faz amargos os dias de um viver que se ausenta
Vejo só réstias de vida em minhas vistas
Embaçadas pelo aguaceiro que por vezes despenca.
A ferrugem do tempo que desgasta os aperos
Que envelhece lembranças, cria taperas
Negaciou a velhice que juntos sonhamos,
Uma parte de mim findou-se com ela.
Mas vagueia um cheiro a todo o momento
E sinto no rancho um perfume de flor.
Nem sem ar esqueço como era seu cheiro
E a presença se faz na lembrança que ficou.
À noite sonho que te tomo em meus braços;
Beijo teu rosto e te falo ao ouvido:
- A presença é bem mais que abraços
Ausência alguma envelhece o que sinto.
Então, o vento troca de direção e tomo as rédeas do tempo
E montado na sorte, tranqueio firme e reponto o destino.
Sinto em meu corpo teu abraço com força prendendo
E tu, sorrindo, cochicha o caminho pra o nosso viver infinito...
Tua ausência em mim presente
A saudade que sorvo se faz mais comprida
Faz amargos os dias de um viver que se ausenta
Vejo só réstias de vida em minhas vistas
Embaçadas pelo aguaceiro que por vezes despenca.
A ferrugem do tempo que desgasta os aperos
Que envelhece lembranças, cria taperas
Negaciou a velhice que juntos sonhamos,
Uma parte de mim findou-se com ela.
Mas vagueia um cheiro a todo o momento
E sinto no rancho um perfume de flor.
Nem sem ar esqueço como era seu cheiro
E a presença se faz na lembrança que ficou.
À noite sonho que te tomo em meus braços;
Beijo teu rosto e te falo ao ouvido:
- A presença é bem mais que abraços
Ausência alguma envelhece o que sinto.
Então, o vento troca de direção e tomo as rédeas do tempo
E montado na sorte, tranqueio firme e reponto o destino.
Sinto em meu corpo teu abraço com força prendendo
E tu, sorrindo, cochicha o caminho pra o nosso viver infinito...
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Bobagens e blá-blá-blá...
- Bem que podia ter só uma estação do ano, tipo Inverão. Uma meia estação que durasse o ano todo. Assim a gente não ficava “puto” com o frio e nem com o calor.
Mas daí meu amigo Zé Maia vai dizer que:
- Báh, mas daí não vai dar pra gente ver a mulherada mostrando tudo com o calor!
E eu sei que alguém também dirá: - “Zé Maia, desde quando mulher precisa de calor pra mostrar tudo? Com todo respeito à exceção. Eu já fui a festas, em pleno inverno, onde a mulherada usava mini saia e mini blusa. No inverno? Quer dizer que se fosse verão iriam como? Pois é.”
- Tudo bem. Eu não vou concordar e nem discordar. Acho que a liberdade deve ser mantida. E depois, estamos no país do carnaval não é. Mas a respeito de uma coisa, preciso dizer que:
- Ver uma mulher “nua”, por assim dizer, sem o devido contexto, desmistifica tudo. É como saber da sua festa surpresa por acidente. Você até se esforça pra parecer surpreso depois, mas sabe que não é como seria se fosse mesmo surpresa. Perde a graça.
O mistério é a beleza da conquista. Imaginar-se despindo a conquistada é um ritual que deve ser seguido por toda a relação. Falo em desnudar o corpo e a alma no íntimo do momento, não apenas físico. Se bem que parece que hoje em dia faltam pudores para o corpo e sobram para a alma. Mas enfim, a questão nem era a nudez que incomoda ou não, afinal o nu só existe em nossa consciência, mas falava eu das estações. Ah, o Inverão seria bastante confortável eu imagino (que me perdoem os carnavalescos).
Bom, mas que raio de conclusão mesmo que eu queria chegar com tudo isso? Boa pergunta. Deixa pra lá. Esqueci. - “Putz, mas ta calor néh?”
Mas daí meu amigo Zé Maia vai dizer que:
- Báh, mas daí não vai dar pra gente ver a mulherada mostrando tudo com o calor!
E eu sei que alguém também dirá: - “Zé Maia, desde quando mulher precisa de calor pra mostrar tudo? Com todo respeito à exceção. Eu já fui a festas, em pleno inverno, onde a mulherada usava mini saia e mini blusa. No inverno? Quer dizer que se fosse verão iriam como? Pois é.”
- Tudo bem. Eu não vou concordar e nem discordar. Acho que a liberdade deve ser mantida. E depois, estamos no país do carnaval não é. Mas a respeito de uma coisa, preciso dizer que:
- Ver uma mulher “nua”, por assim dizer, sem o devido contexto, desmistifica tudo. É como saber da sua festa surpresa por acidente. Você até se esforça pra parecer surpreso depois, mas sabe que não é como seria se fosse mesmo surpresa. Perde a graça.
O mistério é a beleza da conquista. Imaginar-se despindo a conquistada é um ritual que deve ser seguido por toda a relação. Falo em desnudar o corpo e a alma no íntimo do momento, não apenas físico. Se bem que parece que hoje em dia faltam pudores para o corpo e sobram para a alma. Mas enfim, a questão nem era a nudez que incomoda ou não, afinal o nu só existe em nossa consciência, mas falava eu das estações. Ah, o Inverão seria bastante confortável eu imagino (que me perdoem os carnavalescos).
Bom, mas que raio de conclusão mesmo que eu queria chegar com tudo isso? Boa pergunta. Deixa pra lá. Esqueci. - “Putz, mas ta calor néh?”
terça-feira, 12 de outubro de 2010
"- Há algo em teu sorriso que se sobressai mais que a beleza do corpo todo”.
Foi o que pensei em dizer depois de ser provocado pelo inquietante jeito que ela sorria. E, claro, antes de ser vencido pelo medo de dizer.
É estranho como não consigo ser como a maioria que se esconde noite após noite atrás de amores de momento (talvez extravasando sua frustração por realmente não amar). “Amam” varias vezes e ao mesmo tempo (por alguns momentos). Mas no fim das contas, quando a noite acaba, sabem que estão sozinhos. A vida torna a ficar vazia. E a ressaca do dia seguinte, faz de conta que ficou por conta dos goles a mais.
Mas só dessa vez quis ter a coragem da maioria. Saber as palavras certas pra dizer, mas sem soar em vão. E como eu diria que o jeito dela sorrir era algo???
Sim, sorria e fechava os olhos como se não estivesse naquele lugar. Os cabelos cobriam o rosto e descobriam em uma expressão diferente de cada vez. Era como se tudo à sua volta não tivesse importância. - Incoerência e corpo. Não havia o resto. Só ela e ela mesma. A beleza na despreocupação.
Maldita insegurança que me fazia hesitar. A verdade só atrapalha às vezes!
Enfim, continuei olhando e ensaiando formas de aproximação. Pensava em um milhão de coisas absurdas e diferentes (quando o que bastaria seria um simples oi). Mas na verdade, sou muito ruim pra essas coisas mesmo. E nem é falta de atitude não. É que convencer alguém a se interessar por mim, por assim dizer, é meio estranho, quando colocado nesses termos. Sou do tempo da conquista aos poucos. Sem pressa. – É, estou fora de moda mesmo, concordo. Mas e daí?
De qualquer forma, tomei mais um gole, fiz o último ensaio e me atirei. Tirei coragem não sei de onde e fui (se bem que até minha parte insegura já não agüentava mais).
Parece brincadeira, mas bastou eu me encorajar e ela foi saindo, junta de suas amigas.
Ah, mas eu corri. Disse a mim mesmo que agora ia falar. Foi o tempo de alcançá-la e pegar sua mão sem saber direito o que falar, e dizer:
- Oi! Gostaria de conversar contigo (eu sei, sou péssimo, fica explicada minha insegurança).
Pior foi a resposta dela. Eu esperava dela uma resposta indiferente, negativa, sei lá (espere pelo pior e torça pelo melhor). Mas então tudo ficou estranho. Com um olhar de desapontamento, voz suave, acompanhada de um sorriso consolador, ela diz:
- Agora que estou indo embora? Dizendo e olhando bem nos meus olhos. Fez-se um breve silêncio. Juro que algo em minha cabeça gritou: - Viu seu frouxo!
Travei na hora (como se fosse surpresa). Nem nomes, nem telefones, nem nada. Não fiz e nem disse nada. Só a vi indo, puxada pela amiga. Só depois de um tempo consegui voltar ao meu lugar. Sem acreditar. Vencido pelo medo do erro. A falta de fé em mim mesmo.
O medo nos mantém vivos...mas a que preço?
Não viver corájosante, é como nunca ter vivído!
É estranho como não consigo ser como a maioria que se esconde noite após noite atrás de amores de momento (talvez extravasando sua frustração por realmente não amar). “Amam” varias vezes e ao mesmo tempo (por alguns momentos). Mas no fim das contas, quando a noite acaba, sabem que estão sozinhos. A vida torna a ficar vazia. E a ressaca do dia seguinte, faz de conta que ficou por conta dos goles a mais.
Mas só dessa vez quis ter a coragem da maioria. Saber as palavras certas pra dizer, mas sem soar em vão. E como eu diria que o jeito dela sorrir era algo???
Sim, sorria e fechava os olhos como se não estivesse naquele lugar. Os cabelos cobriam o rosto e descobriam em uma expressão diferente de cada vez. Era como se tudo à sua volta não tivesse importância. - Incoerência e corpo. Não havia o resto. Só ela e ela mesma. A beleza na despreocupação.
Maldita insegurança que me fazia hesitar. A verdade só atrapalha às vezes!
Enfim, continuei olhando e ensaiando formas de aproximação. Pensava em um milhão de coisas absurdas e diferentes (quando o que bastaria seria um simples oi). Mas na verdade, sou muito ruim pra essas coisas mesmo. E nem é falta de atitude não. É que convencer alguém a se interessar por mim, por assim dizer, é meio estranho, quando colocado nesses termos. Sou do tempo da conquista aos poucos. Sem pressa. – É, estou fora de moda mesmo, concordo. Mas e daí?
De qualquer forma, tomei mais um gole, fiz o último ensaio e me atirei. Tirei coragem não sei de onde e fui (se bem que até minha parte insegura já não agüentava mais).
Parece brincadeira, mas bastou eu me encorajar e ela foi saindo, junta de suas amigas.
Ah, mas eu corri. Disse a mim mesmo que agora ia falar. Foi o tempo de alcançá-la e pegar sua mão sem saber direito o que falar, e dizer:
- Oi! Gostaria de conversar contigo (eu sei, sou péssimo, fica explicada minha insegurança).
Pior foi a resposta dela. Eu esperava dela uma resposta indiferente, negativa, sei lá (espere pelo pior e torça pelo melhor). Mas então tudo ficou estranho. Com um olhar de desapontamento, voz suave, acompanhada de um sorriso consolador, ela diz:
- Agora que estou indo embora? Dizendo e olhando bem nos meus olhos. Fez-se um breve silêncio. Juro que algo em minha cabeça gritou: - Viu seu frouxo!
Travei na hora (como se fosse surpresa). Nem nomes, nem telefones, nem nada. Não fiz e nem disse nada. Só a vi indo, puxada pela amiga. Só depois de um tempo consegui voltar ao meu lugar. Sem acreditar. Vencido pelo medo do erro. A falta de fé em mim mesmo.
O medo nos mantém vivos...mas a que preço?
Não viver corájosante, é como nunca ter vivído!
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