Ando para trás como um rolo de filme antigo sendo rebobinado. Ando de encontro ao passado como algo que ainda hei de viver.
Desconsidero o que virá. Nego o destino, desconfio do acaso, mas acredito no bater de asas de uma borboleta que sopra à tempestade do outro lado do mar.
Estou à procura, sem saber onde procurar.
Será a vida uma coincidência casualmente tramada? Talvez eu nunca saiba.
Vejo a mão estendida que aponta. - Creio que mostre, e não que ordene.
[A liberdade dada para seguir pela estrada é confundia com o descaso. Assim como as pedras no caminho, que constroem, mas podem destruir].
Enquanto as borboletas voam por aí, soprando os ventos do acaso. Eu vejo um filme pelo avesso e começo pelo fim. [As respostas estão despidas de senso comum e andam nuas por aí.]
Nu também passeia o meu entendimento sobre a vida, que acha tudo contido na casual condição de existir..
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
À espera de uma tarde...
Os pés nus contra o chão, e entre os dedos, o vai e vem da grama verde e da areia morna num valsear ao som da brisa. Sobre o espírito, a calmaria abre as asas carregando pensamentos.
Os olhos contraídos, em luta diante do sol (que mergulha rumo ao chão), se fecham de vez. E a tarde se esvai pelo tempo.
Um meio tom de silêncio surge no horizonte como a ausência do som de uma batalha épica e sangrenta, e incomoda. Só o vento sopra e toca o rosto pálido e húmido que agora sorri. Mas algo falta.
O coração mede o tamanho da saudade em léguas e palpita a distância. - É estrada nova de um velho caminho que desenha o futuro. Respirar fundo e deixar o ar entrar, - é o que dizem.
Logo que mude as estações, o destino mudará a canção. E um corpo inquieto vai tirar os pés do chão de vez. Manhãs irão chegar, e tardes se esvair em ventos que soprarão por todo teu corpo. E se perderão - rumo ao infinito...
Os olhos contraídos, em luta diante do sol (que mergulha rumo ao chão), se fecham de vez. E a tarde se esvai pelo tempo.
Um meio tom de silêncio surge no horizonte como a ausência do som de uma batalha épica e sangrenta, e incomoda. Só o vento sopra e toca o rosto pálido e húmido que agora sorri. Mas algo falta.
O coração mede o tamanho da saudade em léguas e palpita a distância. - É estrada nova de um velho caminho que desenha o futuro. Respirar fundo e deixar o ar entrar, - é o que dizem.
Logo que mude as estações, o destino mudará a canção. E um corpo inquieto vai tirar os pés do chão de vez. Manhãs irão chegar, e tardes se esvair em ventos que soprarão por todo teu corpo. E se perderão - rumo ao infinito...
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Adeus ano velhote...Chega mais aí novato...
É como eu sempre digo:
"Não se ter com quem dividir o que se vive é assistir a solidão cuspir e rir da nossa cara, bem na nossa cara. Sem poder reagir"
Então...
Chega mais ano novo, que antes de 2012 eu pretendo fazer muita "vaca" pra dividir com os amigos o trago, o coração, alma, espírito ou o que quer que seja que nós tenhamos ...nessa solitária vida de cidade grande, eu só quero é ser feliz...
Feliz 2011;
"Não se ter com quem dividir o que se vive é assistir a solidão cuspir e rir da nossa cara, bem na nossa cara. Sem poder reagir"
Então...
Chega mais ano novo, que antes de 2012 eu pretendo fazer muita "vaca" pra dividir com os amigos o trago, o coração, alma, espírito ou o que quer que seja que nós tenhamos ...nessa solitária vida de cidade grande, eu só quero é ser feliz...
Feliz 2011;
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Só enquanto eu me lembrar de ti...
Preciso de uma vodka forte,
que me deixe alto e depois me derrube
com a cara no chão do teu quarto.
Pra vomitar saudades na tua cama.
Derrubar teu abajur (que não funciona).
Gritar verdades, acordar lembranças.
Desarrumar teu tapete e exigir uma dança.
Soluçar feito bêbado repetindo teu nome.
E assim, sem querer, querer que me ame.
Achar que tudo é como antes
Voltar no tempo por um instante.
E mesmo que a verdade venha com o dia seguinte.
E traga junto a ressaca sóbria e sem graça da vida.
Ainda assim, eu prefiro e preciso da vodka
E do chão do teu quarto.
Enquanto eu me lembrar de ti...
que me deixe alto e depois me derrube
com a cara no chão do teu quarto.
Pra vomitar saudades na tua cama.
Derrubar teu abajur (que não funciona).
Gritar verdades, acordar lembranças.
Desarrumar teu tapete e exigir uma dança.
Soluçar feito bêbado repetindo teu nome.
E assim, sem querer, querer que me ame.
Achar que tudo é como antes
Voltar no tempo por um instante.
E mesmo que a verdade venha com o dia seguinte.
E traga junto a ressaca sóbria e sem graça da vida.
Ainda assim, eu prefiro e preciso da vodka
E do chão do teu quarto.
Enquanto eu me lembrar de ti...
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Fim de ano é o fim...
Final do ano aí, vem aquela impressão de que falta alguma coisa.
- Sabe como é né? Todo mundo se ama e se abraça e tals. Aí rola aquela retrospectiva, e inevitávelmente você se dá conta de que ficaram mesmo algumas lacunas a serem preechidas, alguns copos vazios por aí.
Final do ano parece ser o momento de você levar sua vida pra oficina, ainda que a maior parte não possa ser consertada, mas pra ficar com aquela sensação de renovação sabe?
Final do ano pode ser um saco também, e não tem nada a ver com o Papai Noel não. É que vem impregnada em si a obrigação de ser tudo perfeito, e isso é uma droga...
- Sabe como é né? Todo mundo se ama e se abraça e tals. Aí rola aquela retrospectiva, e inevitávelmente você se dá conta de que ficaram mesmo algumas lacunas a serem preechidas, alguns copos vazios por aí.
Final do ano parece ser o momento de você levar sua vida pra oficina, ainda que a maior parte não possa ser consertada, mas pra ficar com aquela sensação de renovação sabe?
Final do ano pode ser um saco também, e não tem nada a ver com o Papai Noel não. É que vem impregnada em si a obrigação de ser tudo perfeito, e isso é uma droga...
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